XX Curso se reúne para o Encontro Anual com a querida Irmã M. Margarete
Foi nos dias 1º e 2 de agosto, final de semana ensolarado em Curitiba, que as famílias Melquíades, Rossi, Wazen, Machado e Kfouri, do XX Curso, estiveram em formação, estreitando ainda mais os vínculos e tendo acesso, por intermédio da Irmã M. Margarete, a um rico e amplo conteúdo da pedagogia de Schoenstatt.
O tema proposto, extremamente profundo e abrangente, foi “Contigo Pai, em diálogo com o Deus da vida, ser herói hoje!”, o que viabilizou rememorar aspectos da aliança filial, da vinculação ao Fundador e do desafio, sempre atual, de sermos heróis no cotidiano — como o foram, cada um a seu modo, Luiz Pozzobon e Irmã M. Emilie.
Falou-se, também, da palestra do Padre Antonio Bracht, no Congresso de Outubro de 2025, sobre o carisma de Schoenstatt, o diálogo e do esforço de autoeducação que a Aliança de Amor exige: santificar-se no cumprimento fiel do dever, na oração zelosa, nas contribuições ao Capital de Graças. Provar que se ama a Mãe de Deus, disse-se, não é declaração; é prática.
A ideia do ser humano em quatro dimensões, que não pode se equilibrar deixando uma dimensão de lado, também foi explorada, assim como a certeza de que a Mãe de Deus transforma todo ambiente a que chega — bastando que a levem até lá.
Mas foi sobre o diálogo, propriamente, que mais se demorou na reflexão. Recordaram-se as sete características do estilo mariano, segundo a oração do Rumo ao Céu – 609: o diálogo forte, que respeita o limite do outro sem deixar de ajudá-lo a encontrar resposta própria; o diálogo digno, que reconhece em cada pessoa a imagem de Deus; o diálogo simples, que se faz entender sem rodeios, à maneira das parábolas utilizadas por Jesus; o diálogo bondoso, que constrói sem humilhar; o diálogo apostólico, que forma lideranças e transfigura a realidade; o diálogo que espalha amor, convencendo porque encanta; e o diálogo que irradia alegria, como o “Magnificat” de Maria.
A escuta — verdadeira arte, disse a Irmã, e não simples silêncio – também foi abordada. Como o Padre Kentenich, que sabia ler as pessoas mesmo quando discordava delas, é preciso escutar com o coração, sem o anseio do contra-ataque. Olhar para o outro não pelos traços desfigurados, mas pelos traços de Deus que nele subsistem — foi a lição, ilustrada pelo episódio da mulher adúltera, que Cristo não condenou, mas acolheu.
As vivências conduzidas pela Irmã M. Margarete foram extremamente ricas e edificantes. O encontro serviu, sobretudo, para reforçar o carisma do Movimento de Schoenstatt, centrado sempre na Aliança de Amor com a nossa Mãe Três Vezes Admirável.
Durante todo o encontro as crianças, sempre com o objetivo de reforçar os vínculos, estiveram reunidas, com muitas brincadeiras, e ainda tiveram a oportunidade de iniciar o domingo juntas na Santa Missa e, após o almoço, foram ao cinema.
Ficou, para casa, a tarefa de continuar o diálogo — com o Deus da vida, a partir do Ideal Pessoal, do Ideal de Curso e da própria União de Famílias.
Ricardo e Andressa Kfouri – XX Curso – Curitiba/Região PR







