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UM RETRATO DO PAI

O início de nossa história com o Pai aconteceu durante os preparativos do nosso casamento, momento em que fomos presenteados, pelo casal Edson e Rosângela (Instituto das Famílias), com um belo retrato do Pai e Fundador que haviam trazido de Santiago no Chile. Quando compraram este retrato, eles não sabiam para quem seria, mas fizeram questão de oferta-lo no altar do Santuário de Bellavista oferecendo a Mãe de Deus e ao Pai e Fundador. Naquela ocasião eles nos ajudavam na preparação da cerimônia do nosso casamento. Nós, dois jovens sonhadores, não imaginávamos a grandeza do presente que recebíamos. Atualmente, este retrato está emoldurado e faz parte do nosso Santuário Lar. Nestes 21 anos de casados percebemos que o Pe. Kentenich veio ao nosso encontro, pegou-nos pelas mãos e caminha conosco nos auxiliando no crescimento da santidade da vida diária e na santidade matrimonial para que juntos, como um casal cristão e mariano, conquistemos a santa pureza e a unidade perfeita de almas em sintonia com Deus Uno e Trino. Quando contemplamos o retrato do Pe. Kentenich no Santuário lar, através dos “olhos do Pai”, vislumbramos uma maneira diferente de viver a vida: o seu olhar firme e penetrante abre os nossos olhos para que vejamos com mais atenção o mundo que nos rodeia, reparando em cada pormenor, por mais insignificante que pareça, e sua razão de existir. É como se ele nos dissesse “Vejam! Prestem atenção na Divina Providência!” O seu olhar desperta em nós o sentido de missão e nos faz procurar a vontade de Deus na vida cotidiana, na família, no trabalho, em cada lugar, em cada pessoa, em cada acontecimento. Viver com sentido de missão é se sentir enviado por Deus para levar o seu Amor àqueles que nos rodeiam. Isto supõe decidir a cada momento - sob o impulso do Espírito Santo – o que fazer em função dessa missão que dá conteúdo e finalidade à nossa passagem nesse mundo. As pupilas dos “olhos do Pai”, desperta em nós a confiança de que o cultivo da aliança de amor com Maria favorece o nosso crescimento no amor e dá sentido para a nossa vida matrimonial. Esse exercício diário, faz-nos permanecer em estado de missão permanente em todos os ambientes e pessoas que Deus coloca em nosso caminho. As nossas contribuições ao Capital de Graças são como uma vacina contra o pecado, fortalecendo a nossa vontade para estar sempre unida com a vontade de Deus e também nos ensinam a gratidão e o louvou a Deus até nas pequenas conquistas da vida. Os “olhos do Pai” nos inspira a cultivar o espírito da Imaculada em cada ação, pensamento, sentimento e atitude do nosso cotidiano. Em nossas dificuldades, fraquezas e fragilidades constatamos a grandeza e a santidade de nosso Pai e Fundador que, apesar das inúmeras dificuldades, soube purificar e alinhar a sua vontade com a vontade de Deus. Ao fixar o olhar nos “ouvidos do Pai” em seu retrato, desperta em nós uma maneira diferente de escutar a Palavra de Deus e descobrir o amor que Ele tem por nós. Com o Pe. Kentenich nós aprendemos a ouvir para além do que é dito, interiorizando a mensagem e procurando nos transformar numa pessoa melhor, num autêntico filho de Deus, que luta pela santidade. Os “ouvidos do Pai” nos ensina que devemos ter uma intensa vida de oração. Em nossa casa sempre cultivamos a oração diária em família em nosso Santuário Lar. Educamos nossos filhos na fé, mas com a consciência de que são livres e que a escolha sempre será deles. Através dos “ouvidos do Pai” também compreendemos que se quisermos manter vivo o ardor missionário, será necessária uma decidida e plena vida de oração. Ou seja, escutar Deus em primeiro lugar! Nós dois, como casal, decidimos livremente seguir alguns exemplos do Fundador em relação a oração. Atualmente, procuramos escutar Deus através da Missa diária, da leitura da Palavra de Deus, em algumas orações vocais do Rumo ao Céu, na reza do terço mariano, do terço da Divina Misericórdia, de orações ao Espirito Santo, na adoração ao Santíssimo no Santuário durante a semana, na frequência ao Sacramento da confissão e direção espiritual quinzenal. Este momento com Deus tem sido fundamental para nossa vida pessoal, matrimonial e familiar. São momentos que geram um profundo crescimento em nós. Um outro aspecto que despertou em nós, durante estes 21 anos de casados ao contemplar os “ouvidos do Pai” foi a abertura e a disposição de nosso interior para ouvir, dialogar, ter empatia e compaixão entre nós dois e com os nossos filhos. Crescemos e avançamos positivamente em nossa relação conjugal, hoje somos companheiros, um porto seguro de amor, de abrigo, de confiança e misericórdia um para o outro. Quando aprendemos a ouvir o outro passamos a conhecê-lo e somos capazes de amar verdadeiramente e retirar do meio de nós todo tipo de preconceito e julgamentos. Através da “boca do Pai” começamos a proclamar a outros casais e jovens que é possível viver a santidade matrimonial no tempo atual apesar das ideologias existentes na sociedade. Com o Pe. José Kentenich aprendemos a amar, viver, pensar e agir como cristãos católicos de maneira orgânica em todos os lugares. É isso que buscamos em nossa vida diária: ser uma só pessoa em qualquer lugar. Somos livres para amar um Deus que chama, um Deus que é amor e que põe em nós o amor para amá-Lo e para amar aos outros. A missão apostólica, que preenche toda a nossa vida, não é um encargo que alguém nos impõe, nem uma carga que se soma às nossas obrigações cotidianas, é a expressão mais exata da nossa própria identidade e liberdade que Maria nos fez descobrir na aliança de amor. Nesse sentido, a vida de São Paulo é para nós sempre uma fonte de inspiração. Por isso, nunca cansaremos de repetir: “O amor de Cristo nos impele! ” Assim, em jeito de retrato, podemos concluir que realmente nós descobrimos o Rosto do Pai, vendo através dos seus olhos, escutando com os seus ouvidos e falando palavras da sua boca e o mais importante, amando e sentindo com o seu coração.

Marcus e Simoni Bilhão - IV Curso Londrina/Paraná
O BRILHO DO OLHAR

 

Sempre gostei muito de desenhar, desde criança. Era uma das brincadeiras.

Chamava minha atenção os olhos, o rosto ... ficava sempre intrigada observando os detalhes. Cresci com esse olhar, mas somente há alguns anos busquei fazer aula de desenho. E claro, queria começar desenhando um rosto! Mais que isso, o rosto do Pai Fundador!!!

Eu tinha uma foto dele que me conquistara desde o primeiro momento, e que hoje completa meu santuário-lar. Foi esta mesma gravura que me desafiei a desenhar. Além disso, já decidira também onde meu desenho ficaria: na cozinha, com uma moldura azul, para combinar com o ambiente.

Nunca soube exatamente porque o quis na cozinha. Ainda não tinha uma resposta, até me propor a escrever este testemunho. Coloquei-me a refletir e hoje concluo que eu o queria comigo no meu dia a dia, em minha rotina mais simples, onde encontro minhas limitações; no local, onde em família, temos mar calmo e as tempestades em alto mar. Queria o Pai fundador não só na minha vida, mas vivendo comigo.

Encontrei algumas dificuldades de ordem prática para colocar meu desenho nesse ambiente por mim escolhido. A loja de moldura, por exemplo, sugeria opções para a sala, nunca para a cozinha, menos ainda na cor azul.

Quando apresentei ao professor a fotografia, primeiro ele me perguntou se a pessoa da foto era meu parente. Tomada de sobressalto, inicialmente achei graça, para depois com satisfação, responder: "de uma certa forma, é meu parente, sim!". Em seguida, ele contemplou a gravura por um longo momento, o que se repetiu por várias outras vezes, durante os três meses que levei para concluir meu desenho.

Nesse tempo de convívio com o Pai Fundador, fui aos poucos descobrindo cada linha do seu rosto, cada marca do tempo, sua barba longa e grisalha, sua testa, o formato do nariz, o aro dos óculos. Nossa, e o brilho daquele olhar!

Percebi que o tempo, despendido dessa forma, veio somar com várias outras passagens da presença do Pai Fundador em minha vida. Hoje, ele sorri para mim no desenho com uma certa cumplicidade, e eu converso com ele feito uma filha.

Claudia Frasson Lopes - IX Curso União de Famílias Rg SP CAMPINAS/SP
GESTO TRANSFORMADOR

Pequenos gestos podem ser transformadores. Lembro-me quando Claudia e Eu ainda iniciávamos na Liga de Famílias, no ano de 2000, a Irmã Fátima nos levou ao quarto do Pe. Kentenich, em Santa Maria, e num singelo diálogo, entregou nossas alianças ao Pai Fundador pedindo que abençoasse nosso matrimônio. Na hora tudo parecia muito simples, mas para mim foi tão importante que tornou-se inesquecível e marcante. Hoje percebo que o Pai realmente nos deu a sua bênção!

Sidônio Lopes Filho - IX Curso União de Famílias Rg SP CAMPINAS/SP
"CONTIGO PAI, CONSTRUÍMOS A UNIÃO, FIÉIS À ORIGEM"

São tantos os pequenos grandes encontros com nosso Fundador, desde o processo de amadurecimento para passar a chamá-lo de Pai até a influência profunda e transformadora que ele teve em nossas almas como esposos.

Mas este testemunho objetiva relatar nossa experiência de vida com o Pai Fundador nos momentos que antecederam os preparativos do III Encontro Territorial.

O Espírito Santo suscita um novo entendimento daquilo que já nos é conhecido. E isso aconteceu conosco, quando novamente ouvimos da Ir.M. Lucia Maria a seguinte fala do Pai Fundador: "...diz-se que comunidades religiosas em geral sofrem uma decadência cerca de 50 anos após a morte do fundador..."

Sentimos uma profunda alegria ao escutar essas palavras e perceber como a providência divina havia atuado nos acontecimentos! À luz dessa fé prática, narraremos como floresceu em nós a mensagem do Pai Fundador

Nosso Encontro Territorial que originalmente ocorre a cada quatro anos, e por isso deveria ter acontecido em 2017, ocorreria justamente no jubileu de 50 anos do falecimento do Pai Fundador, na região São Paulo, onde planejamos peregrinar em santuários que foram consagrados após a morte de nosso Fundador.

Se houve uma constatação feita pelo Fundador acerca dos perigos por que passam as comunidades religiosas nesse período, teremos a chance de confirmar que nosso Pai continua vivendo conosco, que seu carisma não se esgotou com sua morte. Estaremos reunidos como famílias, com uma significativa participação da comunidade!

Entendemos que o Pai Fundador quis nos dizer enquanto dirigentes da região São Paulo, que o III Encontro Territorial, nesse tempo, e nessas terras, pode ser um grande impulso para a comunidade. Com o lema "Contigo Pai, construímos a União, fiéis à origem" teremos a graça de saborear a força que moveu as gerações anteriores. Nossa fidelidade a esse primeiro amor motivará a comunidade para os tempos vindouros. Ao mesmo tempo, a abertura do centenário de Hoerde recorda para a União a alegria pela passagem do primeiro marco histórico, e aponta para os marcos seguintes. Unidos ao Pai Fundador, como pequenos instrumentos, vamos construindo a União como verdadeiros filhos de Schoenstatt!

 

Sidônio e Claudia - Dirigentes UF Rg SP CAMPINAS/SP
Padre José Kentenich em nossa vida

Nosso contato com o Fundador coincide com nossa vocação para a União de Famílias. Padre Kentenich entrou em nossa vida de uma maneira muito sutil de modo que sem nos darmos conta em pouco tempo passamos a admirá-lo primeiro como sacerdote sábio, forte na maneira de ser, falar e agir, depois como amigo, conselheiro, e somente mais tarde quando conseguimos ajuntar tudo isso e perceber que suas virtudes ultrapassavam o que podíamos captar e também quando percebemos a beleza de viver em comunidade, então tornou-se para nós um Pai.

Esse processo teve como figuras expoentes Pe. Irineu Trevisan, Irmã Inácia, Olindo e Marilene Toaldo e Pe. Ottomar. A cada encontro, os transparentes deste Pai, colaboravam colocando um alicerce sólido nesta construção. Cada palavra, cada sorriso, cada sermão, cada atitude, nos transmitiam verdadeiramente o quanto o amavam, e tudo que Ele significava em suas vidas. Nossos irmãos de Curso também tiveram um papel muito importante porque vieram da Juventude de Schoenstatt e já traziam Pe. Kentenich, como Pai, em seus corações e deixam parecer isso com muita naturalidade.

Colocado o alicerce, iniciamos a caminhada rumo à Consagração e, já nesta etapa, fomos nos “apossando” de muitos princípios do Fundador, conquistando como ideal de Curso ser “Família Santa, Tabor do Pai”. A cada renovação Ele tornava-se mais próximo e nossas vidas aos poucos foram colocadas em sua direção. Quantas graças já nos intercedeu! Nosso amor pelo Pe. Kentenich foi só aumentando e nossa inserção no Jardim de Maria e o Ato Filial com ele, foram muito significativos pois nos ensinou que sua missão agora é nossa e, portanto, esse amor precisa transbordar.

A culminância do nosso encontro com o Pai e Fundador se deu no local de origem onde pudemos confirmar a grandeza da sua pessoa como Cabeça Transtemporal e a nossa responsabilidade como filhos. Percebemos que lá, ele se deixa conhecer ainda mais e nos faz sentir presentes em sua história. Hoje sua benção às 21:00h tem muito mais significado pois além de nos interceder a proteção de Deus envia todos nós para continuar viva a história da nossa Família de Schoenstatt. Que Deus nos dê a graça de sempre caminhar contigo, Pai.

Oscar e Maria Inês Teixeira – II Curso – região SP

Oscar e Maria Inês Teixeira – II Curso – região SP Atibaia/SP