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FAMÍLIA, A MAIS BELA COMUNIDADE DE AMOR

Esse mês, que foi dedicado às vocações, recebi um WhatsApp de uma homilia do Papa Francisco sobre a família e nele, algumas coisas chamaram minha atenção me fazendo refletir: “Quando teve início a história de minha família”? Com certeza o início foi no dia em que recebemos o sacramento do matrimônio, mas e nossa história, quando se iniciou? Puxando um pouco pela memória lembrei do dia em que conheci meu esposo, foi no dia em que minha mãe foi pedir a ele que me acompanhasse ao colégio, pois tínhamos vindo de uma cidade do interior e ela tinha receio de eu ir sozinha e como nossas família se conheciam ela teve essa liberdade. Me lembro de todos os detalhes até mesmo de como ele se vestia naquele dia. Minhas pernas tremeram e eu não sabia porque mas hoje eu sei. Nesse momento teve início a nossa história e sonhos. Claro, houve muitas dificuldades até mesmo para o início do namoro pois eu era muito nova mas depois tudo deu certo. Pronto, após 8 anos, realizamos o primeiro sonho na constituição de nossa família: o matrimônio. Foi uma grande alegria estarmos casados. E aí começamos nossa caminhada. Foi para nós uma escola de amadurecimento pois hoje percebo que me casei um tanto imatura. Os sonhos foram se concretizando e pouco a pouco vieram os filhos cada um, um sonho, e tínhamos o desejo de aprender mais para educá-los melhor. Minha mãe que fazia parte do ramo das mães soube de um curso para educação de filhos ministrado pelo Pe. Irineu no Colégio Mãe de Deus. Um tanto tímidos fomos até lá ver do que se tratava e lá estamos até hoje. Algo nos segurou lá. Ingressamos na Liga das Família e depois para a União de Famílias. Selamos nossa Aliança de Amor e constituímos nosso Santuário Lar “Renascer da Nova Família” Nossos filhos também passaram pelas Apóstolas Luzentes de Maria, Jufem, Pioneiros e Jumas. Aprendemos a dialogar, orar juntos, renunciar, respeitar e é claro que em algumas vezes erramos também. Cada filho nascendo foi um sonho se realizando, foi a família crescendo. Foi essa escola que o Papa diz se concretizando. Aí que entra a homilia do Papa: “Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas. Sem perdão a família adoece. O perdão é assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto auto destrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. É por isso que a família precisa ser lugar de vida não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. Perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura onde a mágoa causou doença”. Terminada essa leitura veio a reflexão de nossa história, de nossa escola de amor e portanto de quanto nós aprendemos juntos. Às vezes somos muito exigentes conosco mesmos. Com 40 anos de casados, passamos por muitas coisas: umas mais significativas, outras de menor importância, além das tempestades, porém nossa fé nunca foi abalada, nosso amor nunca diminuiu, nada abalou nosso relacionamento conjugal. Relendo o texto do Papa e olhando para nossa família, nossa história, creio que fizemos bem a lição e entendemos que aprendemos como passar a borracha nos erros e valorizar os acertos. Aprendemos também que sempre temos algo a perdoar. Temos filhos e netos maravilhosos; frutos do nosso amor. Outros sonhos virão mas esse permanece para sempre: que nossa família seja sempre a mais bela comunidade de amor.

Vera e Armindo III Curso - Londrina - Paraná
Defender a Vida, uma Missão

Em nossa família, sempre fomos contra o aborto, um entendimento óbvio de qualquer católico, mas descobrimos que somente “ser contra”, não é suficiente. Éramos ainda namorados e trabalhávamos no Grupo de Jovens. Um dia, uma moça veio me contar, em desespero, que estava grávida, que seus pais jamais aceitariam, e que ela iria abortar. Tentamos encontrar meios de fazê-la mudar de ideia, conversamos com o namorado, que não queria que ela abortasse, mas que aceitaria a decisão dela. Foram muitas conversas, ligações, orações... oferecemo-nos para acompanha-la ao falar com seus pais, tentamos de tudo, porém acabou sendo em vão. No domingo seguinte, ela voltou ao grupo, para nos contar que havia tomado o remédio, um remédio cuja venda é proibida no Brasil, mas facilmente conseguido por quem quer matar o próprio filho no ventre. Naquele dia, eu perdi o chão. Foi um assassinato premeditado, eu sabia, e não consegui evitar, porque não tive argumentos suficientes. Não consegui salvar aquela vida! Eu perdi aquele bebê! O tempo passou, nos casamos, mas a dor daquela perda nunca me deixou. Um dia, fomos convidados a participar de um Seminário, promovido pela Comissão de Defesa da Vida de Londrina. Lá começamos a entender melhor a “cultura de morte” em que vivemos. Aprendemos muito, integramos a Comissão e passamos a fazer formações sobre esse tema em paróquias, cursos de noivos e onde mais fossemos chamados. Constatamos que ao se depararem com a verdade, muitas pessoas mudavam de opinião e passavam a rejeitar o aborto. Um dia, recebi um e-mail de uma mulher desconhecida. Tenho um blog sobre maternidade, onde também escrevo sobre a defesa da vida. Como tantas mulheres desesperadas e desamparadas frente a uma gestação indesejada, ao pesquisar na internet sobre “como abortar”, ela acabou encontrando um de meus textos. Ela me contou que estava decidida a abortar, mas que ao ler o texto, ficou em dúvida. Conversamos por vários dias por e-mail, e eu consegui convencê-la a não abortar. Agora sim, eu tinha argumentos. Salvamos essa vida! Passado um tempo, ela me mandou a foto do seu bebê. Chorei de alegria! Ao longo desses quase oito anos atuando nas formações pró-vida, percebemos que muitos dos que se dizem “favoráveis ao aborto”, são manipulados por mentiras espalhadas pelos movimentos abortistas, que com o pretexto de “defender as mulheres”, na verdade as oprimem, levando-as a sofrerem as terríveis consequências de atitudes que vão contra seus valores e sua natureza. Mas temos duas boas notícias: a primeira é que somos maioria. Quase setenta por cento dos homens brasileiros e 78 por cento das mulheres brasileiras são contrárias ao aborto. Mas somos uma maioria silenciosa, que geralmente não se manifesta. A segunda boa notícia é que estamos com a verdade ao nosso lado e somos convocados a entrar nessa luta, a anunciar essa verdade, ser luzeiros pelo caminho, a ajudar tantas mulheres que nesse momento estão pensando em cometer esse erro terrível, e salvar vidas e famílias, pela intercessão de Nossa Mãe e Rainha, que nos anima, guia e fortalece. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8,32

Daniela e Rinaldo Zanatto XXVIII Curso da União de Famílias Região Paraná
Testemunho para o site: Hamilton e Janaina

Vamos contar uma historia para vocês! “Era uma vez uma família que se sentia muito amada por Deus... Eles tinham 3 filhos, eram membros da União de Famílias de Schoenstatt e desde a juventude buscavam identificar e fazer a vontade de Deus em suas vidas. Ah, sim, eram pecadores e tinham várias limitações, mas o Senhor os amava mesmo assim e a MTA os cuidava como filhos prediletos... A esposa trabalhava desde os 16 anos e – mesmo tendo 3 filhos – nunca deixou de trabalhar... Quanto mais ela aprendia os conteúdos que o Pai Fundador deixou aos seus, era curada por Deus e mais crescia no seu coração o desejo de ter mais tempo com seus filhos, de estar ao lado deles, de ser mãe por inteiro ao menos por um período. A preparação para a Carta Branca foi decisiva para esta nova vida. Ao colocar tudo o que fazia durante seu dia no papel, “o véu se rasgou” e ela percebeu que não tinha tempo para se dedicar ao que lhe era mais precioso: sua linda família, presente que Deus havia lhe confiado! A partir desta consagração, a consciência de um maior abandono em Deus foi encarnada por esta família..., Mas, como deixar o trabalho que compunha a maior parte da renda familiar? Essas tensões humanas “criadoras” e tão reais só encontrava respostas na busca pela vontade do Senhor e na Fé Pratica na Divina Providencia... “Eu te sustento! ”, ecoava nos corações dos esposos. Enfim, depois de muitas orações, cura interior e reflexões esta esposa deixou o trabalho e trilhou outro caminho: o caminho do mundo universitário. Ainda assim, além das aulas noturnas, eram necessárias muitas horas de trabalho fora de sala de aula: pesquisas, preparação das aulas, correções, palestras... e novamente se deu conta que o tempo de qualidade novamente não estava sendo dedicado ao seu bem maior... Esposo e esposa se uniram em oração e pediam ao Pai e a Mae do Céu que guiassem seus caminhos, que cuidasse do futuro da sua família. Um determinado dia o esposo recebe o convite para participar de um processo seletivo para uma vaga de trabalho em outro país. Aos olhos humanos, era uma boa oportunidade de desenvolvimento para todos: novas competências, idioma, cultura, experiência familiar..., Mas, ao mesmo tempo isso exigiria a renuncia do convivio dos familiares e amigos... Saudades!!! Tudo isso foi colocado aos pés do Senhor e consagrado aos cuidados da MTA... O casal pensava “Como vai ser isto? Nossa vida está no Brasil! Nossa família, nosso curso, nossos laços de amizade, nossos bens, nossa história! ” Foi quase um ano completo de discernimento e espera até a resposta final do processo seletivo... Muita entrega, orações, sinais de Deus, partilhas, medos, lágrimas e tudo que possa envolver deixar quem e o que se ama. Uma noite, o casal em profundo momento de oração com o ouvido no coracao de Deus, pede a ELE uma palavra sobre esta mudança tão grande em suas vidas e ao abrir a bíblia uma determinada passagem salta aos olhos do casal e faz arder seus corações: “Ide, mensageiros velozes, a um povo de alta estatura e pele luzente, a uma nação temida ao longe, a uma nação poderosa e dominadora, cuja terra é cortada pelos rios” Isaías 18,2. Deus que é Pai, que “sabe quais são as melhores fraldas para cada um de nós” e sonda os corações, vem em auxílio daqueles que o buscam de coração sincero. Nada há o que temer, pois “Ele está no meio de nós”! Enfim amados shoenstattianos, esse é um singelo resumo da história que aconteceu conosco. Estamos morando nos EUA desde Dez/16. Em 5 meses aqui, podemos testemunhar muitas coisas, sobretudo: o quanto Deus ama e cuida de cada um de nós e também como a MTA atua em nossas vidas! (em nosso Santuário Lar demos a Ela o título de Mae Providente e Educadora). Realmente nos sentimos como filhos prediletos ao perceber seus cuidados no dia a dia. Morar no exterior não é algo fácil, ao menos no início. A adaptação é dolorida! É um processo de desconstrução e reconstrução diários. Você não fala o idioma (no nosso caso ninguém tinha inglês fluente) e, portanto, não tem mais a autonomia que tinha no seu país, ninguém conhece sua história, seus hábitos culturais são diferentes do que vivem aqui, outro clima, outras regras. E tudo isso dói ... e muito! A certeza de que nosso Pai permitiu e planejou este tempo em nossas vidas nos deu força para passar os momentos mais difíceis e nos sustentar até aqui ao mesmo tempo em que estas dificuldades tem sido oportunidades muito fecundas de contribuição ao capital de graças. Tivemos a graça de conhecer um casal maravilhoso da União que também está morando aqui (Fabio e Vanessa _ XXII Curso de São Paulo) e que tem nos apoiado muito desde que chegamos. Apesar de morarmos longe fisicamente, nos sentimos muito perto deles. Somos filhos do mesmo Pai, membros da mesma família! Existe uma identificação que vai além de nós! De forma prática, é interessante compartilhar que o santuário mais próximo fica em NY e está a 02h30 da nossa casa. O santuário de Milwaukee fica há mais de 12 horas de carro (2 horas de avião). Neste sentido o cultivo do nosso Santuário Lar tem se intensificado e sido um grande presente para nós. O que seria de nós sem a presença da MTA em nossa casa? Não saberia responder a vocês. A MTA com sua delicadeza tem colocado em nosso caminho muitas pessoas boas, das quais já convidamos para rezar o terço em nossa casa algumas vezes. Encontramos uma paróquia perto de casa, uma capela para adoração ao Santíssimo que fica aberta todos os dias e assim nossa vida segue... Com tempo para dedicação aos filhos, tempo para aprender o inglês, tempo para rezar e passear, enfim, um verdadeiro “tempo de graças” em nossas vidas. Nossa família e nossos irmãos de curso acompanharam todo o processo desde o primeiro momento, rezaram e esperaram conosco, conhecem nossa história e sabem que nós os amamos! Nada preencherá o espaço que lhes pertence em nosso coração. Nos mantemos unidos no mesmo ideal e missão, juntos buscamos estar conectados com todos os recursos sobrenaturais (orações, propósitos, sacrifícios, intenções) e também aqueles que a tecnologia nos permite (Skype, watsap, e-mail, telefone). Em julho deste ano faremos nossa consagração perpétua como XV Curso e queremos continuar a fazer a vontade de Deus e temos certeza que estamos vivendo um tempo que ELE sonhou para nossa família, e esta certeza nos sustenta. Grande abraço da nossa família! Maio, 12, 2017

Hamilton, Janaina, Ana Clara, Luiza e Joao Pedro XV Curso - Região Paraná
"TUDO PASSA, SÓ O AMOR FICA" (I Cor 13, 8)

Estávamos na cozinha, e naquele instante virei-me para olhá-la. Ela se mantinha ali, imóvel, olhar ao longe, não buscando nada. Talvez se eu forçasse um pouco minha imaginação, pudesse perceber algum traço de sorriso no rosto de minha mãe. Apesar de estar sentada na cadeira de rodas, ainda conseguia andar. Mas sim, lentamente, com ajuda. Então me vem à lembrança o quanto caminhávamos juntas! Na minha juventude, quando ainda não havia os shopping centers, nos aventurávamos nas ruas de comércio do centro da cidade. E como desvendávamos cada nova loja! Mais tarde, eu já adulta, e também mãe, nos confidenciávamos nas caminhadas tranquilas, buscando realizar uma atividade física prazerosa. Continuo a preparar o almoço, e meus pensamentos vão e voltam viajando pelo tempo. Como é possível uma saudade tão grande da pessoa que está presente? Presente a seu lado? Saudade que dói. Agora corto a cebola para a salada. Ainda nessa relação de mãe filha, lembro-me das várias formas empíricas e verdadeiramente engraçadas que minha mãe me ensinou para não "chorar" ao descascar cebola. Volto-me novamente para ela. Parece que tudo lhe foi tirado. Só um pensamento me vem à mente: "tudo passa, só o amor fica". Ela não sabe mais o quanto caminhamos juntas, o quanto rimos e nos estranhamos. Tudo se foi. Talvez até o sorriso, que penso ser para mim, não exista. A única certeza é o grande amor que tenho por ela e que ficará. Nossos truques para cortar a cebola parecem que não deram certo, e caio no choro.

Claudia e Sidônio Região SP - IX Curso da União de Famílias
Peregrinação a Aparecida

Nos dias 22 e 23 de abril estivemos em Peregrinação a cidade e ao Santuário da Mãe Aparecida, em São Paulo. Aparecida, cidade do tamanho que a Mãe quer, não muito grande, nem pequena demais. Lugar onde cabe a admiração, a fé, a devoção e emoção de quem chega. Cidade tranquila, onde estão situadas as duas casas da Mãe, a Igreja antiga e a Basílica nova, belíssimas as duas. Também abriga a Capela, onde por primeiro ficou a imagem da Mãe Aparecida. Lugar que mantém, apesar do número enorme de Peregrinos, uma atmosfera de tranquilidade, paz, bem-estar e alegria. Impressiona a beleza da Basílica nova, onde tivemos a graça de contar com uma Guia que nos relatou, com muita emoção e profundidade, a história da criação da Basílica e de suas imagens, perfeitas e esculpidas com grande amor. A Basílica causa impacto a quem chega, pela grandiosidade, beleza. Visitamos a Sala dos Milagres, na Basílica, cujo teto está sempre coberto por fotos, agradecimentos, por graças alcançadas e que são substituídas a cada dois meses, considerando o grande número de graças alcançadas. Não há como passar diante da imagem original (tão minúscula) da Mãe Aparecida, sem sentir o exalar das graças que ela distribui. Não há como não nos emocionarmos Quando retornávamos para casa, já pensávamos em voltar a visitar esse belíssimo lugar, a CASA DA MÃE APARECIDA e contar com suas graças.

Clovis e Rejane VI Curso da UF/ RS.